Por Dra. Mariane Stahlberg – Médica Anestesiologista e Especialista em Dor Crônica
Você sente dores frequentes na região lombar? Saiba que você não está sozinho. A lombalgia, ou dor na parte inferior da coluna, é uma das principais causas de afastamento do trabalho e afeta cerca de 85% das pessoas ao longo da vida.
Apesar de comum, a dor lombar pode ter causas variadas e exigir abordagens específicas. Por isso, é essencial procurar um médico especialista em dor crônica, como eu, que avalia cada paciente de forma completa, personalizada e humanizada.

Por que procurar um especialista em dor?
A dor lombar pode parecer simples no início, mas quando mal tratada, pode evoluir para um quadro crônico e limitante.
Sou a Dra. Mariane Stahlberg, especialista em dor crônica com ênfase em condições que afetam a coluna vertebral, como a lombalgia.
Minha formação pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) me proporcionou uma base sólida para abordar essa condição comum com a profundidade e a atenção que ela merece.
Meu objetivo é ajudar cada paciente a superar essas limitações com um tratamento eficaz e adaptado às suas necessidades.
Atualmente atendo em consultório particular na cidade de Limeira e região, atuando também como médica colaboradora no grupo de dor do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).
A dor lombar pode ter inúmeras origens, desde problemas posturais até condições mais graves, e requer uma avaliação cuidadosa e um plano de tratamento detalhado.
Com minha experiência, ofereço uma abordagem completa que vai além do alívio temporário da dor, focando na identificação das causas subjacentes e na promoção de qualidade de vida a longo prazo.
Cada paciente é único, e meu compromisso é desenvolver estratégias de tratamento que reflitam essa individualidade.
Ao buscar meu atendimento, você encontrará um cuidado que combina técnica avançada com um olhar humano. Minha prática é dedicada a entender suas preocupações específicas, proporcionando orientações e tratamentos que realmente fazem a diferença.
Estou aqui para ajudar você a reencontrar seu bem-estar e mobilidade, com a confiança de estar em mãos experientes e dedicadas.


Tipos de Lombalgia
A lombalgia é classificada, didaticamente, de acordo com sua duração:
–Aguda: até 6 semanas
–Subaguda: entre 6 e 12 semanas
–Crônica: mais de 12 semanas

🔹 A lombalgia aguda geralmente melhora espontaneamente, mas pode se tornar crônica em 2 a 7% dos casos, especialmente quando não tratada de forma adequada.
Causas da Dor Lombar
A lombalgia pode ser inespecífica (sem causa claramente definida – 85% dos casos) ou específica (com causas identificadas – 15%). Entre os principais fatores estão:
-Má postura
-Traumas
-Estresse no trabalho
-Obesidade
-Tabagismo
-Consumo excessivo de álcool
-Exercícios mal orientados
-Fraqueza muscular
-Anomalias congênitas
-Degeneração discal e artrose
-Hérnias de disco
-Tumores ou infecções
-Gravidez
-Doenças ginecológicas, urológicas ou intestinais

Como ocorre a dor lombar? (Fisiopatologia da lombalgia)
A dor lombar envolve múltiplos mecanismos:
–Inflamação local (músculos, articulações, nervos)
–Disfunção da fáscia e músculos profundos
–Sensibilização periférica e central: quando o sistema nervoso começa a amplificar a dor
–Disfunção do controle inibitório da dor: o corpo “esquece” como bloquear a dor de forma natural
Esse processo, se não tratado, pode levar à dor crônica persistente, que se torna cada vez mais difícil de tratar.
Lombalgia Inespecífica: A mais comum
É uma dor de origem musculoesquelética. Os sintomas mais comuns são:
-Dor tipo peso ou queimação, que piora no fim do dia
-Alívio com o repouso
-Irradiação para glúteos ou coxas
-Espasmos e tensão muscular
Em 90% dos casos, está associada à Síndrome Dolorosa Miofascial, com pontos gatilhos dolorosos em músculos como quadrado lombar, glúteo médio e mínimo, iliopsoas, piriforme, iliocostal e multifidus.
No exame físico observa-se limitação do movimento, retificação da lordose lombar, escoliose antálgica, dor à palpação, espasmo muscular e zonas reflexas, na ausência de anormalidades nos exames de imagem.

Hérnia de disco: quando o disco pressiona o nervo
A hérnia de disco ocorre quando o disco intervertebral se desloca e comprime uma raiz nervosa. Os sintomas podem incluir:
-Dor intensa, geralmente unilateral
-Irradiação para pernas e pés
-Formigamento, dormência, sensação de agulhadas
–Dor que piora com tosse, espirro ou evacuação
-Melhora com repouso em flexão

No exame físico, observa-se alterações da força muscular, dos reflexos e da sensibilidade, além de sinais de irritação nervosa correspondente a raiz comprometida.
Estenose de Canal Raquidiano: Dor ao caminhar
A estenose de canal pode decorrer de degeneração discal difusa, osteofitose das articulações posteriores, deslizamento do corpo vertebral (espondilolistese) e até mesmo ser resultante de procedimentos cirúrgicos na coluna.
Manifesta-se por lombalgia simples ou ciatalgia, assim como no caso de hernias discais, porém diferencia-se desta por apresentar intensificação da dor progressivamente com a deambulação, obrigando o doente a se sentar intermitentemente, além de piorar com a extensão da coluna. O sintoma típico é a dificuldade para caminhar por longas distâncias, com melhora ao se sentar ou inclinar o tronco.
Exames Complementares na dor lombar: Quando são necessários?
É comum que exames de imagem mostrem alterações que não estão relacionadas à dor. Por isso, a avaliação clínica especializada é fundamental para evitar diagnósticos equivocados.
Exames solicitados com mais frequência:
–Radiografia simples de coluna em 2 posições
–Tomografia Computadorizada (TC)
–Ressonância Nuclear Magnética (RNM) de coluna lombossacra
Estudos mostram que até 40% dos pacientes assintomáticos apresentam alterações degenerativas na coluna. Por isso, a experiência do especialista em dor é essencial para interpretar os achados com precisão.
Exames laboratoriais e outros testes (como mamografia, RX de tórax, ultrassons) podem ser indicados em casos com:
.Dor noturna ou em repouso
.Febre
.Histórico de câncer
.Perda de peso inexplicada
.Dor à palpação e percussão de processos espinhosos das vértebras
.Sintomas sistêmicos
Tratamento da Lombalgia: Sempre Personalizado
O tratamento da lombalgia deve ser individualizado, considerando a origem e o tipo de dor. Na minha prática como médica especialista em dor crônica, elaboro um plano completo e progressivo, respeitando o tempo do paciente e suas reais necessidades.
🌿 Abordagens Conservadoras:
-Ajustes ergonômicos no trabalho, casa e lazer (TO)
-Exercícios físicos, de preferência, supervisionados
-Repouso relativo por 2-5 dias (evitar repouso prolongado!)
-Perda de peso
-Uso de palmilhas em caso de diferença de membros
-Alongamentos e fortalecimento muscular
-Ergonomia do sono
-Psicoterapia (dor crônica afeta e é afetada pela saúde emocional)
-Osteopatia e acupuntura

Procedimentos Intervencionistas:
Indicados em casos persistentes ou com dor intensa, podem trazer alívio significativo:
-Infiltração de pontos gatilhos musculares
–Agulhamento a seco
–Bloqueios e infiltrações paraespinhais, epidurais ou foraminais
-Terapia por ondas de choque
-Estimulação elétrica da medula espinhal
-TENS (eletroestimulação transcutânea)
Todos esses procedimentos são realizados por médicos especializados, com técnicas seguras e eficácia comprovada.

Tratamento Medicamentoso
A escolha dos medicamentos deve considerar o tipo de dor (mecânica, neuropática, mista), a intensidade e o perfil do paciente.
🔹 Principais classes:
–Analgésicos simples
–Anti-inflamatórios (AINHs)
–Relaxantes musculares
–Antidepressivos tricíclicos e duais
–Anticonvulsivantes gabapentinóides
–Opioides (casos mais graves e refratários)
–Nutracêuticos: garra-do-diabo, cúrcuma, PEA, vitaminas B
–Bombas de infusão intratecal (casos extremamente refratários)
🚨 A automedicação ou o uso prolongado sem avaliação médica pode ser perigoso. Sempre consulte um especialista!

Cirurgia para Lombalgia: Quando é Realmente Indicada?
A maioria dos casos de lombalgia melhora com tratamento conservador. A cirurgia é indicada em situações específicas e bem avaliadas, como:
–Síndrome da cauda equina
–Déficits neurológicos importantes
–Dor intensa e refratária após 6-12 semanas de tratamento conservador
A hérnia de disco, por exemplo, tende a regredir espontaneamente em até 50% dos casos dentro de 4-6 semanas.
Conclusão: cuide da sua lombar com quem entende de dor
A dor lombar pode ser incapacitante, mas tem tratamento eficaz quando diagnosticada corretamente. Evite se automedicar ou adiar o cuidado. Procure um especialista que analise o quadro de forma ampla, com atenção ao seu corpo, mente e rotina.
Na minha prática como médica especialista em dor crônica, realizo uma consulta detalhada, buscando sempre o melhor caminho para aliviar sua dor e devolver sua liberdade de movimento com segurança.
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👩⚕️ Texto preparado por Dra. Mariane Stahlberg, médica anestesiologista e especialista em dor crônica, com atenção dedicada à individualização e ao cuidado integral de cada paciente.
